terça-feira, 25 de agosto de 2009

Escreve o E-Leitor - Decifrar o código dos SMTUC - Pina Prata, Agora Sim

Autocarros só com muito tempo e paciência

Para quem tem a necessidade pontual de utilizar os transportes públicos em Coimbra, a vida não está facilitada.
Os percursos estão afixados nas paragens, é verdade. Mas quando finalmente os conseguimos decifrar – diga-se que não somos pouco perspicazes, mas tal iconografia demora a perceber – já passaram alguns autocarros por nós.
A solução é mandar pará-los um a um e perguntar de onde vêm, para onde vai e onde pára. Isto em Agosto complica-se. Há menos frequência e menos viaturas a circular.
Ouvimos nas paragens frases como: “Aquele não é o nosso, lá para a Adémia não vão carros tão novos”, ou “agora apanhamos este aqui e depois trocamos na Praça da República e esperamos lá pelo próximo, está mais fresquinho”.
É a gíria de quem está habituado a utilizar os transportes públicos da cidade de Coimbra. Quem precisa de vez em quando, usa e perde qualquer intenção de deixar o carro em casa e passar a utilizar os autocarros. Um percurso que normalmente demora, no máximo, dez minutos a percorrer de carro, por exemplo da Solum à Pedrulha, demora quatro vezes mais tempo de autocarro. E o ambiente....bem o ambiente agradece viagens sem pára arranca, sem voltas e voltinhas. Mais monóxido de carbono, mais gasto de combustível...supostamente para servir de alternativa aos carros próprios. Infelizmente, não há alternativa. Desafio a vossa candidatura a andar um dia pela cidade de autocarro, com pontos específicos onde sair e entrar.
É preciso melhorar os percursos, os horários, ouvir as pessoas e corresponder às verdadeiras necessidades. Hoje em dia, da minha faixa etária, que é a população activa, poucas pessoas utilizam os transportes públicos. Para reformados temos os pantufinhas. Por que é que não se criam uns “sapatilhas”, mais rápidos, para quem quer deslocar-se em tempo útil e não quer aumentar o amontoado de carros na baixa e alta da cidade.

CONTINUE a fazer-se ouvir em OUVIR COIMBRA .

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1 comentário:

  1. Este leitor descreve o panorama dos transportes públicos em Coimbra, na minha opinião, de forma algo distorcida. É certo que apresentam grandes falhas, mas será por aqui que devemos pegar?

    Se até posso compreender que os horários possam ser complicados de ler, não percebo que no acto da compra do título de viagem (no caso de ser numa loja) não perguntem e se aconselhem. Todos os revendedores conhecem a rede, e saberão informá-lo. Se o objectivo é comprar bilhete de bordo, então que vão parando os autocarros e pergunte, ainda que possa fazer parar um autocarro para nada. E não precisa fazê-los parar um a um (veja o exagero)! Depois de parar o 1º e se informar só precisa aguardar que chegue o ideal para si.

    Por outro lado, nos mesmos expositores onde estão os horários também estão mapas com os trajectos das diversas linhas. Relativamente simples de compreender.

    Não defendo, de forma alguma, um serviço que utilizo todos os dias, mas penso que a injustiça associada ao seu comentário é grande, senão vejamos. Se pessoas que pensam como o senhor, não levassem o carro da solum à pedrulha muitas das ruas estariam livres de transito, e como tal livres para os transportes públicos circularem com velocidades de operação superiores. Se houvesse a coragem política de fechar determinadas ruas ao transito, excepto transportes públicos, tudo seria diferente. Mas em Coimbra o problema está na cabeça das pessoas, e na falta de coragem política de quem nos governa.

    E por fim, não sei se já reparou na traseira de muitos autocarros SMTUC. Mas já comparou a diferença de subsídios entre SMTUC, CARRIS e STCP?

    Como digo, não defendo um serviço que tem bastantes falhas, mas serão só culpados quem gere os SMTUC?

    Obrigado

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